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sábado, 17 de dezembro de 2011

Sintespe integrou a Comissão que cobra da presidente Dilma a revogação da Lei das OS´s


Participantes da Campanha pela Revogação das OS´s estiveram em Brasilia no dia 1 de dezembro para entregar o abaixo assinado a presidenta Dilma e ao Ministro da Saúde Alexandre Padilha, durante a Conferência Nacional de Saúde. A iniciativa saiu do Encontro pela Revogação da Lei das OS, realizado em julho pelo SINTESPE, em Florianópolis (SC). Foram 8 estados representados na Conferência (AL, BA, SC MT, DF, PE, MG, SP,GO, PB, CE) que levaram os abaixos-assinados, com um total de 10 mil assinaturas.

A coordenação do movimento nacional das OS´s entregou ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma carta que pede a presidenta Dilma Rousseff, o envio de projeto de lei para revogar a Lei das Organizações Sociais. Segundo a vice-presidente do Sintespe foi extremamente positiva a ida à Brasília. Foram estendidas faixas com dizeres contra as Organizações Sociais, sendo que vários sindicatos de SC, incluindo o Sintespe contribuíram com mais de 2.500 mil assinaturas ao abaixo-assinado.

No transcorrer da Conferencia a luta contra as privatizações tomou conta de boa parte das mesas, que reafirmaram a posição contrária a gestão do patrimônio público por Organizações Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OCIPs) e Fundações Estatais, uma forma disfarçada de privatização. O SINTESPE/SC confeccionou um adesivo que foi distribuido amplamente para as delegações pedindo a revogação das OS. Também foi protocolado Dossiê entregue no governo Lula com novas denúncias referentes às situações criadas pelas OSs.

CAMPANHA CONTINUA

Foi decidido que será dada continuidade nos estados e municípios a campanha de coleta de adesões ao abaixo assinado, com pedido de audiência com a presidenta Dilma, além de reforçar a luta pela revogação das OS, pois no próximo ano - eleitoral - será um momento de colocarmos nas plataformas dos candidatos a prefeitos e vereadores a luta pela revogação das OS e em defesa da saúde pública.

AUDIÊNCIA COM O MINISTRO ALEXANDRE PADILHA

A audiência ocorreu no dia 03/12, o Ministro recebeu uma delegação que apresentou a campanha. A companheira Cícera (União dos Movimentos Populares de Saúde) foi destacada para falar, mas os presentes acabaram também por expor suas opiniões. O ministro ouviu e respondeu as questões, e também deixou aberta a possibilidade de realizar reunião em São Paulo para continuar a discussão e para que sejam apresentados os argumentos da mobilização, buscando assim continuar a relação com os movimentos sociais.

FONTE: http://organizacaosocialnao.blogspot.com/2011/12/campanha-pela-revogacao-das.html

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SUS tem dinâmica econômica positiva, diz Temporão

Temporão: Saúde é parte de solução da crise

Por Bruno de Pierro, no Brasilianas.org
Da Agência Dinheiro Vivo

Em depoimento na última terça-feira (29), o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sugeriu que os ministros da Fazenda e do Planejamento de todos os governos, inclusive Brasil, façam estágios no Sistema Único de Saúde (SUS), de preferência na periferia. “O cara só poderia ser ministro depois de trabalhar por seis meses no Programa Saúde da Família (PSF) da periferia de São Paulo, porque essa turma não usa o SUS, mas sim planos de saúde subsidiados por nós”, disse. De passagem por São Paulo, onde participou do 18º Fórum de Debates Brasilianas.org, Temporão criticou a maneira como muitos governos conduzem suas políticas sociais em tempos de crise econômica. “A Saúde é parte da resolução da crise, e não problema, pois ela tem uma dinâmica econômica positiva, cria empregos, renda, desenvolvimento e inovação, além de melhorar a condição de vida”, explicou.

O ministro disse, ainda, que a crise do financiamento da Saúde Pública e a lenta agonia para a aprovação do projeto que regulamenta a Emenda 29 expressam a perda de hegemonia do movimento da Reforma Sanitária, do qual fez parte desde os anos 1970. Segundo ele, a posição do movimento sindical prioriza acordos coletivos que garantem planos de saúde. “O SUS é muito bonito para eles na retórica, ao dizer que apóiam o sistema, mas também não o usam”, afirmou. O ex-ministro também disse ser desfavorável à posição do governo federal de subsidiar planos privados para funcionários públicos. “Nada contra àqueles que optem pelo plano privado, desde que paguem de seus bolsos, e não com recurso do orçamento da União”. Estima-se que as renúncias fiscais e os subsídios do governos cheguem, hoje, aos R$ 15 bilhões por ano.
Conforme informou a Agência Brasil na última quarta-feira (30), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) cometeu um engano e colocou em votação do Projeto de Lei da Emenda 29, à frente de outra, considerada prioridade para o governo federal, acerca da Desvinculação de Receitas da União (DRU). “Não interessa ao governo a votação da regulamentação da Emenda 29, porque não quer aumentar os gastos com a saúde. Diante do anúncio da votação do projeto, os governistas não podiam mais retirar a pauta a não ser que fizessem um acordo com todos os líderes partidários – inclusive os de oposição. Para firmar o acordo, os líderes do governo ofereceram mudanças na data para votação da DRU”, informou a agência.

Para Temporão, que voltou a ocupar cargo de pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, a perda de hegemonia do movimento se expressa na incapacidade de fazer valer a força política de regulamentar a Emenda 29. Aprovada em 2000, a Emenda Constitucional nº 29 estabelece a vinculação de recursos nas três esferas de governo para o financiamento do SUS. Contudo, o documento constitucional não aborda quais são as fontes de recursos federais e qual a base de cálculo de maneira adequada. Desde 2004, tem-se travado a luta pela regulamentação da emenda, apoiada pelo Conselho Nacional de Saúde.

A discussão sobre novas fontes de receita para a Saúde inclui a criação de nova contribuição, o Imposto sobre Grandes Movimentações Financeiras (IGMF), semelhante à antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) - extinta em 2007 -, que incidia sobre todas as movimentações bancárias, exceto negociação de ações na Bolsa, saques de aposentadorias, seguro-desemprego, salários e transferências entre contas-correntes de mesma titularidade. A CPMF foi extinta em dezembro de 2007.

“Mas queremos mais recursos para quê?”, questiona Temporão. Segundo ele, não faz sentido ter aumento de recurso para aplicá-lo em hospitais. Trata-se do contrário, ou seja, consolidar, ampliar e qualificar a estratégia de Saúde da Família, integrando a visão da atenção básica com policlínicas e atenção domiciliar, vigilância, promoção e prevenção. É preciso também mais dinheiro para qualificar a macro gestão do sistema e trabalhar disciplinas interdisciplinares e intersetoriais. “Nunca esqueçamos que Saúde tem mais a ver com outras coisas do que com medicina”, completou.

O financiamento da Saúde

O orçamento do Ministério da Saúde em 2011 foi de R$ 78,9 bilhões, com percentual de execução de 80% e incremento de mais de 17% em relação a 2010 (R$ 67,3 bilhões). De acordo com a pasta, o incremento inclui recursos para pagamento de pessoal, investimentos nas redes, medicamentos, vigilância em saúde e toda a parte assistencial.

Os investimentos, contudo, são muito inferiores quando se compara o montante gasto pelo governo federal com a dívida interna. Em 2010, foram gastos 45% (cerca de R$ 630 bilhões) do orçamento da União em juros, amortização e outros encargos da dívida interna. Para a Educação foram destinados 2,9%; para a Saúde, 3,9%;; Assistência Social, 2,7%; Saneamento, 0,04%; Ciência e Tecnologia, 0,38%. A Previdência Social levou 22% e burocracia e outras despesas do Estado, o restante.

“O que chama atenção é que metade de toda a riqueza que o governo federal arrecada vai para o pagamento da dívida interna, para pagar juros para 20 mil famílias”, pontuou. A questão da sustentabilidade econômico-financeira dos sistemas de Saúde é tema em todo o mundo, principalmente na conjuntura de crise econômica. Um das primeiras áreas que são afetadas pelos ajustes fiscais de corte neoliberal macroeconômicos são as áreas sociais. O Ministério da Saúde de Portugal, por exemplo, teve um recente corte de 20% no orçamento para os próximos anos.

Os gastos nacionais em Saúde expressam decisões de opções políticas das sociedades. Temporão enumera algumas categorias para se discutir o Brasil a partir desse cenário. A primeira é verificar como se deu, nos últimos anos, a evolução dos gastos públicos em Saúde; em segundo, como vem se dando a evolução do gasto público dentro do gasto total em Saúde, inclusive participação do gasto privado; em terceiro, a evolução dos gastos das famílias com assistência, medicamentos e outras despesas; e a quarta categoria, sendo o conjunto dos subsídios diretos e indiretos do Estado à classe média e ao setor filantrópico de renúncia fiscal.

Dentre os problemas do orçamento, o ex-ministro destaca o aumento dos gastos referentes à demanda - com transição demográfica, epidemológica, tecnológica e cultural / consumista -; a crise fiscal e econômica, que reduz os recursos disponíveis para o setor; e, por último, os gastos crescentes com assistência médica em termos de percentual do PIB. Para Temporão, o principal fator envolvido com o aumento dos gastos médicos é a inovação tecnológica, com um impacto de 50%.

“É claro que a tecnologia pode reduzir custos, mas nesse momento predomina o aumento de gastos. E, no Brasil, as estratégias comerciais das indústrias e o trabalho que é feito sobre os profissionais médicos é absurdamente fundamental”, explicou. Nos Estados Unidos, por exemplo, o envelhecimento é responsável por 2% do impacto os gastos; a demanda induzida, por 10%; os custos administrativos, por 3,10% e a tecnologia incorporada entre 40% e 65%. “No caso do envelhecimento da população, é claro que ele também tem o impacto, e aí temos que trabalhar no sentido de reduzir o impacto do envelhecimento futuro, ou seja, envelhecimento ativo e autônomo”.

Também foi destacada a questão da construção das expectativas dos pacientes, envolvendo forte ação de marketing da indústria farmacêutica - que cria desejos - e da mídia, o que contribui para o aumento dos processos judiciais contra o Estado. “O doutor Google é o novo terapeuta do mercado”, provocou. “A pessoa vai na Internet, digita sua doença presumível e recebe uma pesquisa completa sobre sinais, sintomas, prognósticos, literatura internacional e remédios. Ele imprime, vai ao consultório e exige do médico todos os diagnósticos e procedimentos possíveis, com a mais alta tecnologia”. Caso contrário, conta Temporão, o paciente recorre à Justiça e, com o mandata de segurança, consegue qualquer tratamento. Segundo ele, são necessários educação e informação adequadas, além da construção de nova consciência política, envolvendo toda sociedade.

Autonomia universitária

Na último dia 23, o Senado aprovou o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que terá como função administrar hospitais universitários federais e regularizar a contratação de funcionários, atualmente feita pelas fundações das universidades. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), relator do projeto, a empresa respeitará a autonomia universitária, ao não obrigar as universidades a contratar os serviços da Ebserh.

Durante o evento, Temporão afirmou que ainda é cedo para dizer qual será a situação da autonomia universitária e da inserção desse novo órgão dentro do SUS. Mas lembrou que, na elaboração da Lei Orgânica da Saúde, na época da Constituinte, o movimento sanitarista sofreu derrota em um artigo que transferia os hospitais do Ministério da Educação (MEC) para o SUS. “A questão da autonomia, que dá base legal à inserção dos hospitais universitários no SUS, é um convênio, uma relação convenial ainda, pois os hosptais estão subordinados a outro ministério”, argumentou, completando que dentro da universidade há outra lógica e dinêmica de funcionamento.

Experiência chinesa

O ex-ministro da Saúde aproveitou o tempo de sua apresentação para falar sobre o trabalho que tem realizado na China, desde o começo do ano, conforme informou o Brasilianas.orgem julho, após sua primeira viagem ao país, integrando o grupo de especialistas que avaliam o sistema público de saúde chinês.

Há 15 anos, o governo chinês, junto com seu Conselho de Estado, e pressionado pela opinião pública, decidiu fazer uma série de mudanças estruturais no sistema de saúde. A situação do país estava dramática, com famílias tendo que vender os bens que possuíam para pagar os custos de assistência à saúde.

Mas no início do ano, o governo convidou cinco especialistas - um professor da Tailândia, um especialista em saúde pública da Austrália, dois ingleses e Temporão - para fazer uma avaliação independente e crítica sobre o que estava acontecendo no país. Foram feitas duas exigências: nenhum dos especialistas pode pertencer a organismos bilaterais da Organização das Nações Unidas (ONU), Banco Mundial, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) ou OMS (Organização Mundial da Saúde); e tinham que ser pessoas de expressão.

Na primeira visita, o grupo foi ao interior do país, onde se localiza o padrão médio da vida chinesa. “A China ainda está numa situação pré-SUS, é tudo fragmentado, tem [política de] Saúde em tudo quanto ministério”, contou. Durante a viagem, os visitantes conheceram médicos de família, enfermeiros, gestores, lideranças políticas e produtores de medicamentos genéricos. Foi feitos, depois, um levantamento sobre o que já se publicou sobre o sistema chinês, resultando em um primeiro relatório e uma conversa com o governo chinês.

Em setembro o grupo voltou ao país para apresentar o relatório final. “Nesse momento, o governo chinês está digerindo nosso relatório, que foi bastante franco, objetivo e claro”. Ao longo da viagem, Temporão disse ter se impressionado com o sucesso “de público e bilheteria” do SUS, mas lamentou o sistema ser considerado um fracasso pela grande mídia brasileira. “A visão idealizada de parte da classe média e da grande mídia tenta classificar o SUS como um retumbante fracasso”, concluiu.
MODIFICADO DE: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sus-tem-dinamica-economica-positiva-diz-temporao#more

Deputados aprovam previdência complementar para servidor paulista

Por Rede Brasil Atual
Quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Os deputados paulistas aprovaram na terça-feira (13) o Projeto de Lei 840/2011, do Executivo, que institui o regime previdenciário complementar do funcionalismo estadual, exceto para a Polícia Militar. As medidas serão válidas apenas para novos ingressantes das carreiras públicas por concurso, em regime de comissão e os celetistas. O documento segue para sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Caso vire lei, o Executivo fica autorizado a criar entidade denominada Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (SP-Prevcom), para administrar e executar o plano de benefícios, vinculada à Secretaria da Fazenda.

O projeto também prevê a instituição de um código de ética e conduta com regras de confidencialidade, relativa a dados e informações, através de decisão do Conselho Deliberativo, com a finalidade de prevenir conflito de interesses, e proibir operações dos dirigentes com partes relacionadas.

O líder do PT na Assembleia Legislativa, Enio Tatto, informou que enviará à Presidência justificativa do voto contrário da bancada ao projeto. Além do PT, PSOL, PCdoB e o líder do PDT, Olímpio Gomes, também votaram contra a proposta.

O deputado Luiz Claudio Marcolino (PT) avaliou que o PL contém muitos vícios na sua origem, que o torna prejudicial aos futuros servidores, em especial à mulher. "É preciso fazer algumas alterações no projeto", propõe. Para ele, ao equiparar o prazo de 35 anos para contribuição e de 25 anos para execução entre os dois gêneros, a servidora será prejudicada duas vezes. "Ao se aposentar, por lei, primeiro que o homem, a mulher talvez não consiga atingir 100% do que foi aplicado no plano, além de correr o risco de deixar de receber o complemento previdenciário ainda estando viva."

Marcolino defende que um percentual da contribuição aplicado de ambas as partes (patrocinador e participante), seja destinado à criação de um fundo de sobrevivência para o caso do servidor ultrapassar em vida o prazo de execução do plano. "Ninguém pode ficar sem complementação enquanto vida tiver", disse.

Na questão da contribuição, o parlamentar acusou um problema ainda maior no projeto do governo paulista. "Primeiro, desobriga a participação complementar do patrocinador (o governo) ao servidor que ganha até R$ 3.691,74; segundo, não deixa claro se o servidor terá direito a complemento integral, no caso de vir a deixar o plano", advertiu.

Com informações da Assembleia Legislativa de São Paulo e da liderança do PT na Alesp
VIA: http://www.sindsaudesp.org.br/noticia.asp?acao=verNoticia&id=2436

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Genéricos: a patranha FHC/Serra ou...

Para que uma mentira repetida várias vezes não se consagre como verdade

Por Rafael Patto

Em 11 de dezembro de 2009, morria, aos 83 anos, no Rio de Janeiro, o ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad. Deputado Estadual, Senador e Deputado Federal, foi Prefeito do Rio de Janeiro por indicação do então governador da Guanabara, Leonel Brizola.
Militante do MDB durante o regime ditatorial, viria a ser um dos fundadores do PSB. Em 1992, a convite do ex-presidente Itamar Franco, assumiu o Ministério da Saúde. Ali, concretizou o que provavelmente seja sua obra de maior alcance social: a instituição dos medicamentos genéricos.
Por meio do Decreto-Lei n° 793/93, foi promovida uma verdadeira transformação na dinâmica da comercialização de medicamentos no Brasil. Jamil Haddad é provavelmente uma das maiores vítimas da falta de honestidade e do mau-caratismo de José Serra, que, despudoradamente, se apropriou dos méritos de uma realização que não lhe pertence.
Usurpação grosseira de alguém que não dispõe de meios próprios para inscrever com dignidade seu nome na história política do Brasil. Acrescente-se que essa mentira que já soa como verdade, dada a falta de contestação, só se assegura graças à conivência da mídia brasileira que se acumplicia com a desfaçatez de José Serra, e ainda silenciou, até o dia de sua morte, as tentativas de seu verdadeiro autor de desmascarar a mentira do tucano.
O Decreto-Lei 793/93 foi revogado por FHC e, posteriormente, foi praticamente plagiado sob a forma da Lei n° 9.787/99. Com o diferencial de que, enquanto o Decreto-Lei proposto pelo ministro Haddad e assinado pelo ex-presidente Itamar franco impunha a obrigatoriedade da utilização da denominação genérica nos editais de licitação pública de compra de medicamentos pelo SUS, a Lei de Serra/FHC se referia meramente a uma preferência dos medicamentos genéricos em relação aos de marca produzidos pelos grandes laboratórios comerciais.
VIA: http://alhoeolho.blogspot.com/2011/12/genericos-patranha-fhcserra-ou.html

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Patentes e os laboratórios nacionais

Crise na indústria farmacêutica beneficia o Brasil

Glauber Costa Brito

As gigantes farmacêuticas estão enfrentando um problema inusitado pro público leigo: a falta de medicamentos com patente válida. Os “blockbusters”, medicamentos campeões de vendas, estão com suas patentes vencendo. Isto significa que qualquer outra empresa pode fabricá-los, legalmente. Nesta semana, o medicamento de maior vendagem da história, o Lipitor, usado no tratamento de colesterol elevado, teve sua patente vencida nos EUA, onde a Pzifer depositou a primeira patente em 1989. Como a validade é de 20 anos, ela deveria expirar em 2009. No entanto, ela conseguiu extender o prazo e vendeu US$ 11 bilhões em Lipitor apenas em 2010. Porém, o horizonte é sombrio e a estimativa é que até 2015, as farmacêuticas perderão o direito correspondente a US$ 170 bilhões em patentes. Ora, mas novos medicamentos serão descobertos e outras patentes virão, certo? Parece que não. Ou pelo menos não em número suficiente para manter os lucros.

Segundo o FDA (a vigilância sanitária dos EUA), as farmacêuticas têm investido mais em pesquisa ultimamente, porém o número de patentes depositadas tem diminuído. Em 1995, essa indústria nos EUA investiu US$ 15 bilhões em pesquisa & desenvolvimento, enquanto que em 2009 foram investidos US$ 45 bilhões, ou seja, três vezes mais. Por outro lado, nesse mesmo período o número de novos medicamentos aprovados pelo FDA diminuiu de 28 para 15 por ano. Quem ganha nessa história? Ora, as fabricantes brasileiras de genéricos e os pacientes, que se beneficiam com a redução nos preços dos medicamentos, embora a escassez de novos medicamentos possa ser um estorvo.

A EMS, empresa farmacêutica nacional que ganhou projeção nos últimos dez anos, após a aprovação da lei de genéricos, anunciou que vai construir três novas fábricas, em um investimento de R$ 360 milhões, até 2012. Com as novas plantas, a capacidade de produção da companhia, que é de 480 milhões de unidades por ano, vai crescer 40%. O número de empregos diretos gerados será de 750 pessoas, que se somarão aos atuais 4,5 mil funcionários. A também brasileira Medley, comprada pelo grupo francês Sanofi-Aventis por R$ 1,5 bilhão, em abril de 2009, lidera nessa área com 32% de participação.

Em algumas dessas fabricantes de genéricos, quatro anos antes de uma patente farmacêutica perder a validade, começam as pesquisas para produzir a cópia da molécula. Os profissionais da área regulatória também preparam todos os documentos para que o genérico desse medicamento possa ser submetido à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É fácil entender o recente interesse dessas empresas pelo mercado de genéricos no Brasil. No ano passado, a venda desse tipo de medicamento aumentou 38% no país, de acordo com a Pró-Genéricos. As receitas atingiram R$ 6,2 bilhões, 21% dos R$ 36 bilhões movimentados pela indústria farmacêutica.

Mas as gigantes, claro, já estão se movimentando. Uma tática é adicionar pequenas patentes à patente principal de modo a dificultar e, mais importante, retardar o início do processo de produção e comercialização de genéricos. Segundo a “The economist”, existe uma outra tática: pagar para o fabricante de genéricos retardar a comercialização. Houve 28 casos registrados na Europa e EUA.

Para encorajar os fabricantes de genéricos, uma lei nos EUA determina que o primeiro fabricante de genérico que comercializar cópias de medicamento mais baratas, terá 180 dias de exclusividade, em que nenhum outro fabricante de genérico poderá competir, como ocorreu com a Ranbaxy e o Lipitor. O mais interessante e revelador do jogo-de-cintura da indústria é que a Pfizer encontrou uma brecha na lei e designou uma segunda companhia, a Watson, como fabricante do Lipitor, e assim a gigante recebe 70% da receita gerada pela companhia menor nas vendas do medicamento. O que farão quando o prazo de 180 dias vencer?
VIA: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/patentes-e-os-laboratorios-nacionais#more

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

2011 e o duro golpe à reputação da Saúde Pública paulista

Em junho de 2011 Hipócrates deixou de ser referência apenas ao juramento feito pelos médicos e passou a ser marca de uma operação policial iniciada em Sorocaba


Chamado a fazer um balanço do ano de 2011, o deputado estadual Hamilton Pereira (PT) destacou que este foi o ano em que Sorocaba ficou marcada "por ter sido palco de um dos mais duros golpes à reputação da Saúde Pública do estado de São Paulo". O parlamentar refere-se ao caso de fraudes em licitações e em plantões médicos do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), em que o Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra 48 pessoas por crimes de formação de quadrilha ou bando, peculato, falsidade ideológica, fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva e homicídio.

As investigações do MP e Polícia Civil concluíram que pelo menos 65.430 pessoas deixaram de ser atendidas no CHS, entre 2009 e 2011, por falta de profissionais que recebiam para cumprir plantões e estavam ausentes. Segundo o Gaeco, os dois tipos de irregularidades (plantões e licitações) representam um prejuízo aos cofres públicos de aproximadamente R$ 20 milhões.

"É muito triste ver essa situação, porque, como fiscalizadores que somos, nós parlamentares estamos debruçados sobre os problemas do CHS há pelo menos dez anos, sempre buscando a intermediação e o diálogo com o Poder Executivo na busca de solução para esse problema", pondera Hamilton Pereira. "A necessidade de interferência da Polícia sobre esse caso foi um tapa na cara da sociedade, porque comprovou a má vontade e total falta de interesse do Poder Executivo em buscar uma solução para o CHS chegando, de certa forma, a ser conivente com essa situação", completa Hamilton, lembrando que entre os denunciados está o ex-secretário de Esportes do Estado, Jorge Pagura, ainda Secretário de Geraldo Alckmin quando deflagrada a Operação Hipócrates.

Outro aspecto destacado por Hamilton Pereira refere-se ao fato de a Operação ter desmontado um esquema em funcionamento também na Capital de São Paulo e em Itapevi. O deputado lembra ainda que juntamente com os companheiros de bancada na Assembleia Legislativa, João Paulo Rillo e Adriano Diogo, entrou com uma representação no MPE solicitando à Promotoria do Patrimônio Público e Social que apure as razões do rombo acumulado de R$ 147,18 milhões de 18 hospitais públicos paulistas gerenciados por Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Um cruzamento de dados dos relatórios das OSs com informações do Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Estado de São Paulo (SIGEO) mostraram que até o início do mês de junho passado, 22 dos 34 hospitais públicos do estado geridos por OSs, que haviam publicado balanço referente a 2010, somente quatro ainda tinham patrimônio positivo. O déficit desses hospitais naquele ano foi de R$ 71,98 milhões. Mas o rombo acumulado dos 18 que apresentaram patrimônio negativo chega a R$ 147,18 milhões.

"Agora o Governador vem a nossa cidade anunciar um novo Hospital de média e alta complexidade, ampliação do número de leitos em UTI e transferência da gestão da antiga unidade do CHS para uma OS", explica Hamilton. "Porém, enquanto não se aplicar o que há dez anos temos defendido, que é a criação de um Conselho Gestor Participativo para o CHS, a situação não mudará e a comunidade continuará pagando o alto preço, muitas vezes com a própria vida, da negligência no atendimento, da falta de transparência e ausência de controle social, sem falar do desperdício de volumes muito altos de recursos públicos", conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa
VIA: http://www.hamiltonpereira.org.br/noticias/2011-e-o-duro-golpe-a-reputacao-da-saude-publica-paulista/20111201160553_J_706

domingo, 11 de dezembro de 2011

MANIFESTAÇÃO DA SAÚDE-10/12/2011


Foi realizada em 10 de dezembro de 2011, no dia dos direitos humanos, manifestação contra a privatização da saúde pública, com a divulgação dos resultados da 14ª Conferência Nacional da Saúde e a vitória contra o projeto de privatização do CAISM-Água Funda - ver em: http://forumpopulardesaude.com.br/site/

Manifestantes e colaboradores fizeram um ótimo trabalho, divulgando e conscientizando um grande números de pessoas, na Avenida Paulista, sob o vão do MASP, sobre a importância da defesa da saúde pública.

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