O sr. Slobodan Matarazzo confidenciou a seus amigos: não sei o que é pobre, nem sei o que é sopão, e não gosto de nenhum dos dois. O Programa Sopão Zero foi concebido por uma junta de sábios udenistas nomeada pelo pitta de estimação do pres. Zezinho, composta pelos srs. Slobodan Matarazzo, Flaviano Pesaroso e Justo Veríssimo. Preocupados em manter a limpeza étnica das sempre impecáveis ruas paulistanas, e também o asseio das barbas e farrapos dos moradores de rua, os caridosos udenistas propuseram um programa simples, como devem ser as soluções brilhantes. Trata-se de proibir que seja servido sopão ou qualquer outro alimento aos moradores de rua, mendigos, indigentes, necessitados e famintos em geral. Com isso, a gente bonita paulistana será poupada de assistir ao deprimente espetáculo oferecido pela escumalha tomando sopão pela madrugada, fazendo barulho, batendo a colher no prato e lambuzando as barbas e os andrajos. O bom gosto agradece, segundo informa a jornalista de programa Eliana Tucanhede. Inovação é isso O revolucionário programa empolgou o Grande Líder da Paulicéia, que também foi seu inspirador. Sensibilizado, o pres. Zezinho anunciou que o Programa Sopão Zero será uma das bandeiras da sua campanha-treino à prefeitura da Locomotiva da Nação. O Almirante do Tietê afirmou “O Programa Sopão Zero é a cara da UDN. Tirando o apoio ao golpe no Paraguai, nada reflete mais nosso DNA” e prometeu que não só vai adotá-lo, como será ampliado. Segundo notícias jorradas dos caudalosos esgotos da Caverna do Ostracismo, fundos, a comissão de udenistas de caridade já prepara estudos para uma lei municipal proibindo os pobres de alimentarem-se nos limites do município. Comentário da tia Carmela QUADRILHA: Os eleitores infantis paulistas fizeram uma bela festa junina para comemorar que os pobres agora sabem o seu lugar. O Zezinho e a cambada de moleques que andava com ele, nos tempos da Mooca, nunca gostaram de pobre. Lembro que na nossa rua tinha um casal de portugueses muito religioso, muito caridoso, que todo mês, no dia 13, pagavam uma promessa a Nossa Senhora de Fátima. Eles iam até a favela da Vila Prudente distribuir sopa para os moradores mais pobres. Uma vez o Zezinho e os amigos dele aproveitaram que o dia 13 caiu num domingo e se ofereceram para ajudar a distribuir a sopa. O casal aceitou a ajuda. Só que, na hora de entregar, os moleques pegaram o Reinaldinho Cabeção e atiraram no tacho de sopa. O moleque estava todo sujo e fedorento porque no caminho eles tinham empurrado o moleque em um vala de esgoto a céu aberto perto da favela. Ao ver aquela imundície na sopa, ninguém mais quis. Aí o Zezinho virou para o casal caridoso e disse: “Estão vendo? Não adianta ajudar essa gente. Só porque jogamos um moleque cheio de bosta dentro do tacho, não querem mais a sopa!”
UM BLOG A SERVIÇO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, PRINCIPALMENTE DO QUARTEIRÃO DA SAÚDE-HC, EMÍLIO RIBAS, ICESP, ADOLFO LUTZ
OS TRABALHADORES DA SAÚDE PÚBLICA OU AFINS QUE QUISEREM COLABORAR COM POSTS PARA ESTE BLOG, PODEM ENVIAR OS TEXTOS QUE NÓS PUBLICAREMOS, COM NOME DO AUTOR OU ANONIMAMENTE
Seguidores
domingo, 15 de julho de 2012
Asseio e limpeza: UDN proíbe pobres de comer em São Paulo
O sr. Slobodan Matarazzo confidenciou a seus amigos: não sei o que é pobre, nem sei o que é sopão, e não gosto de nenhum dos dois. O Programa Sopão Zero foi concebido por uma junta de sábios udenistas nomeada pelo pitta de estimação do pres. Zezinho, composta pelos srs. Slobodan Matarazzo, Flaviano Pesaroso e Justo Veríssimo. Preocupados em manter a limpeza étnica das sempre impecáveis ruas paulistanas, e também o asseio das barbas e farrapos dos moradores de rua, os caridosos udenistas propuseram um programa simples, como devem ser as soluções brilhantes. Trata-se de proibir que seja servido sopão ou qualquer outro alimento aos moradores de rua, mendigos, indigentes, necessitados e famintos em geral. Com isso, a gente bonita paulistana será poupada de assistir ao deprimente espetáculo oferecido pela escumalha tomando sopão pela madrugada, fazendo barulho, batendo a colher no prato e lambuzando as barbas e os andrajos. O bom gosto agradece, segundo informa a jornalista de programa Eliana Tucanhede. Inovação é isso O revolucionário programa empolgou o Grande Líder da Paulicéia, que também foi seu inspirador. Sensibilizado, o pres. Zezinho anunciou que o Programa Sopão Zero será uma das bandeiras da sua campanha-treino à prefeitura da Locomotiva da Nação. O Almirante do Tietê afirmou “O Programa Sopão Zero é a cara da UDN. Tirando o apoio ao golpe no Paraguai, nada reflete mais nosso DNA” e prometeu que não só vai adotá-lo, como será ampliado. Segundo notícias jorradas dos caudalosos esgotos da Caverna do Ostracismo, fundos, a comissão de udenistas de caridade já prepara estudos para uma lei municipal proibindo os pobres de alimentarem-se nos limites do município. Comentário da tia Carmela QUADRILHA: Os eleitores infantis paulistas fizeram uma bela festa junina para comemorar que os pobres agora sabem o seu lugar. O Zezinho e a cambada de moleques que andava com ele, nos tempos da Mooca, nunca gostaram de pobre. Lembro que na nossa rua tinha um casal de portugueses muito religioso, muito caridoso, que todo mês, no dia 13, pagavam uma promessa a Nossa Senhora de Fátima. Eles iam até a favela da Vila Prudente distribuir sopa para os moradores mais pobres. Uma vez o Zezinho e os amigos dele aproveitaram que o dia 13 caiu num domingo e se ofereceram para ajudar a distribuir a sopa. O casal aceitou a ajuda. Só que, na hora de entregar, os moleques pegaram o Reinaldinho Cabeção e atiraram no tacho de sopa. O moleque estava todo sujo e fedorento porque no caminho eles tinham empurrado o moleque em um vala de esgoto a céu aberto perto da favela. Ao ver aquela imundície na sopa, ninguém mais quis. Aí o Zezinho virou para o casal caridoso e disse: “Estão vendo? Não adianta ajudar essa gente. Só porque jogamos um moleque cheio de bosta dentro do tacho, não querem mais a sopa!”
A saúde ameaçada pelos agrotóxicos
VIA: http://pedlowski.blogspot.com.br/
Perdão, governadora, mas a campanha continua #pelarevogaçãodaleidasos
VIA: http://www.blogdodanieldantas.com.br/2012/07/perdao-governadora-mas-campanha.html
Justiça
VIA: http://radiologiarj.blogspot.com.br/2012/06/justica.html
Desarquivando o Brasil XXIII: Wilson Silva, Ana Rosa Kucinski e o negacionismo
No documento ao lado, temos uma Informação do Ministério do Exército que descobri no Arquivo Público do Estado de São Paulo, pode-se ler como o governo procurava negar esses assassinatos. Tendo constatado que o Voz Operária, do PCB, havia denunciado o caso, entre outros, o Ministério do Exército difundiu na comunidade de informações que denúncias que tais bem podiam ser uma estratégia da subversão. Segundo a fantasia oficial, os desaparecidos estariam simplesmente escondendo-se em outras paragens: Este fato vem mostrar que há subversivos cujos desaparecimentos são imputados aos Órgãos de Segurança, os quais permanecem vivos, na clandestinidade. Pode-se supor que seja um despistamento para motivar o registro do desaparecimento e assim diminuir ou cessar a busca dos citados. Sugere-se ao CIE, que difunda aos demais Órgãos de Informações que as constantes acusações de desaparecimento de pessoas, pode bem ser encarado como manobra do inimigo, visando não só a diminuição das buscas como também a acusação aos Órgãos de Segurança como responsáveis pelos "desaparecimentos" de pessoas procuradas. Os erros de concordância e de pontuação estão no original. CIE era o Centro de Informações do Exército, que compunha o sistema de informaçoes. O deboche é impressionante. A Informação é um exemplo de como é necessário ler criticamente todos os documentos históricos - eles tentam docuemntar uma versão, neste caso, a versão que interessava à propaganda de que não havia tortura nem execuções extrajudiciais no Brasil. Lembro que o governo brasileiro negou à OEA, durante o governo de Geisel, que tivesse alguma responsabilidade no desaparecimento do casal. Os ingênuos não pensem que é somente desde Dilma Rousseff e Belo Monte que o governo brasileiro viola e mente para o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. O atual governo federal apenas dá continuidade a essa tradição... Para terminar, sugiro que leiam a homenagem a Ana Rosa Kucinski na página da Associação Atlética Acadêmica que leva seu nome, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, onde ela estudou.
MODIFICADO DE: http://opalcoeomundo.blogspot.com/2011/12/desarquivando-o-brasil-xxiii-wilson.html
domingo, 8 de julho de 2012
Assembléia referenda grande ato unificado da saúde estadual e Fesp na Alerj, dia 2/08
Assinar:
Postagens (Atom)


