OS TRABALHADORES DA SAÚDE PÚBLICA OU AFINS QUE QUISEREM COLABORAR COM POSTS PARA ESTE BLOG, PODEM ENVIAR OS TEXTOS QUE NÓS PUBLICAREMOS, COM NOME DO AUTOR OU ANONIMAMENTE



Seguidores


domingo, 15 de julho de 2012

Asseio e limpeza: UDN proíbe pobres de comer em São Paulo


O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, esteve hoje em importante evento na Prefeitura de São Paulo. O Presidente de Nascença compareceu à solenidade de anúncio do novo programa social lançado pelo seu pitta de estimação: o Programa Sopão Zero.
DIVISÃO: O líder udenocanino, sr. Cachorro-Lagosta, acusa o pitta de estimação do pres. Zezinho de querer pegar para ele todos os potinhos de ração e panelas de sopão
 O sr. Slobodan Matarazzo confidenciou a seus amigos: não sei o que é pobre, nem sei o que é sopão, e não gosto de nenhum dos dois. O Programa Sopão Zero foi concebido por uma junta de sábios udenistas nomeada pelo pitta de estimação do pres. Zezinho, composta pelos srs. Slobodan Matarazzo, Flaviano Pesaroso e Justo Veríssimo. Preocupados em manter a limpeza étnica das sempre impecáveis ruas paulistanas, e também o asseio das barbas e farrapos dos moradores de rua, os caridosos udenistas propuseram um programa simples, como devem ser as soluções brilhantes. Trata-se de proibir que seja servido sopão ou qualquer outro alimento aos moradores de rua, mendigos, indigentes, necessitados e famintos em geral. Com isso, a gente bonita paulistana será poupada de assistir ao deprimente espetáculo oferecido pela escumalha tomando sopão pela madrugada, fazendo barulho, batendo a colher no prato e lambuzando as barbas e os andrajos. O bom gosto agradece, segundo informa a jornalista de programa Eliana Tucanhede. Inovação é isso O revolucionário programa empolgou o Grande Líder da Paulicéia, que também foi seu inspirador. Sensibilizado, o pres. Zezinho anunciou que o Programa Sopão Zero será uma das bandeiras da sua campanha-treino à prefeitura da Locomotiva da Nação. O Almirante do Tietê afirmou “O Programa Sopão Zero é a cara da UDN. Tirando o apoio ao golpe no Paraguai, nada reflete mais nosso DNA” e prometeu que não só vai adotá-lo, como será ampliado. Segundo notícias jorradas dos caudalosos esgotos da Caverna do Ostracismo, fundos, a comissão de udenistas de caridade já prepara estudos para uma lei municipal proibindo os pobres de alimentarem-se nos limites do município. Comentário da tia Carmela QUADRILHA: Os eleitores infantis paulistas fizeram uma bela festa junina para comemorar que os pobres agora sabem o seu lugar. O Zezinho e a cambada de moleques que andava com ele, nos tempos da Mooca, nunca gostaram de pobre. Lembro que na nossa rua tinha um casal de portugueses muito religioso, muito caridoso, que todo mês, no dia 13, pagavam uma promessa a Nossa Senhora de Fátima. Eles iam até a favela da Vila Prudente distribuir sopa para os moradores mais pobres. Uma vez o Zezinho e os amigos dele aproveitaram que o dia 13 caiu num domingo e se ofereceram para ajudar a distribuir a sopa. O casal aceitou a ajuda. Só que, na hora de entregar, os moleques pegaram o Reinaldinho Cabeção e atiraram no tacho de sopa. O moleque estava todo sujo e fedorento porque no caminho eles tinham empurrado o moleque em um vala de esgoto a céu aberto perto da favela. Ao ver aquela imundície na sopa, ninguém mais quis. Aí o Zezinho virou para o casal caridoso e disse: “Estão vendo? Não adianta ajudar essa gente. Só porque jogamos um moleque cheio de bosta dentro do tacho, não querem mais a sopa!”
MODIFICADO DE: http://tiacarmela.wordpress.com/2012/06/28/asseio-e-limpeza-udn-proibe-pobres-de-comer-em-sao-paulo/

A saúde ameaçada pelos agrotóxicos


studos recentes alertam para os riscos do consumo de alimentos contaminados Patrícia Benvenuti da Redação Fazer um prato colorido, cheio de frutas, legumes e verduras, já não é mais sinônimo de alimentação saudável. Em função do uso intensivo e crescente de agrotóxicos, o consumo de certos produtos pode representar, em vez de benefícios, a gênese de doenças em longo prazo. Duas recentes publicações, lançadas no final de abril, apontam os riscos dos agrotóxicos. A Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) divulgou, durante o Congresso Mundial de Alimentação e Nutrição em Saúde Pública (WNRio 2012), a primeira parte do dossiê Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde. No documento, são listados mais de cem agrotóxicos que podem causar uma série de enfermidades como câncer, má formação congênita, alergias respiratórias, diabetes, distúrbios de tireoide, depressão, aborto e até Mal de Parkinson. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos. O pimentão lidera a lista – quase 92% das amostras analisadas apresentaram contaminação. Em seguida, aparecem o morango (63,4%), pepino (57,4%), alface (54,2%) e cenoura (49,6%). “Não precisa de mais evidências científicas para se tomar decisões políticas para proteger a saúde da população e do ambiente”, diz o chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UnB e do Grupo de Trabalho de Saúde e Ambiente da Abrasco, Fernando Ferreira Carneiro. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior mercado mundial de agrotóxicos, utilizando 19% desses produtos produzidos no mundo. O relatório da Abrasco também destaca o papel dos transgênicos no aumento do consumo de agrotóxicos. Só o glifosato, utilizado na cultura da soja transgênica, representa 40% do mercado nacional. “A Monsanto alegava que uso dos transgênicos iria resultar na diminuição do uso de agrotóxicos, e o que a gente está vendo é o contrário.”, pontua Carneiro. Precaução Já a associação entre câncer e agrotóxicos foi um dos alertas trazidos pelo relatório Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, lançado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Segundo a publicação, dentre os principais grupos de agentes cancerígenos relacionados ao trabalho aparecem os agrotóxicos. Dentre as enfermidades observadas em pessoas expostas a essas substâncias estão os linfomas, leucemias e cânceres de intestino, ovários, pâncreas, rins, estômago e testículos. De acordo com a coordenadora da Área de Câncer Ocupacional do Inca, Ubirani Otero, ainda faltam estudos e testes para confirmar que tais doenças podem ser causadas pelo uso dos agrotóxicos. Entretanto, para ela, as evidências já são suficientes para que medidas mais fortes sejam tomadas. “A gente deve adotar no Brasil, como em outras partes do mundo, o princípio da precaução. Se existe uma forte suspeita de que algum agente pode causar câncer, a gente deve evitar essa exposição”, diz. A Anvisa informa que, em 2011, foram registrados mais de oito mil casos de intoxicação por agrotóxicos no Brasil. Revisão Desde 2008, 14 tipos de agrotóxicos estão em processo de revisão pela Anvisa. Cinco já foram reprovados e não poderão mais ser utilizados. Entretanto, só o Acetato, Cihexatina e Tricloform estão proibidos. Os inseticidas Metamidofós e Endossulfam serão banidos apenas em junho de 2012 e julho de 2013, respectivamente. O médico e pesquisador do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) Wanderlei Pignati reclama da demora em banir essas substâncias. Ele cita o caso do Endossulfam, associado a problemas reprodutivos e hormonais. “O Endossulfam vai ser proibido no Brasil em julho 2013 para desovar o estoque que tem aí. É um absurdo. O Endossulfam tem seus efeitos descritos no Diário Oficial, porque não proíbe de imediato?”, questiona. A pressão das empresas que comercializam agrotóxicos e dos setores ruralistas é um dos principais entraves no trabalho da Anvisa, como explica o gerente- geral de Toxicologia do órgão, Luis Claudio Meirelles. “A reavaliação já enfrentou vários debates e inúmeras ações na Justiça. Inclusive quando a gente decide pelo banimento do produto tentam derrubar nossa decisão”, argumenta. O gerente da Anvisa admite ainda que falta estrutura para fazer um trabalho mais consistente. Em termos de comparação, ele lembra que a Anvisa possui apenas 5% do total de agentes do órgão estadunidense de vigilância sanitária. Com isso, a fiscalização no campo acaba sendo prejudicada. “Poucos estados têm um efetivo que possa atuar, em nível estadual, para fiscalizar se os produtos estão sendo usados conforme autorizados para proteger a população, os trabalhadores e o entorno”, explica. Desrespeito à lei Além do prolongamento do uso de substâncias banidas e da falta de fiscalização, outro problema é o desrespeito à legislação que dita as regras para a utilização dos agrotóxicos. Um exemplo é a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de 2008, que proíbe a pulverização aérea a 500 metros de córregos, nascentes de água, criação coletiva de animais e residências. As proibições, porém, ficam só no papel, e a principal consequência é a contaminação do ar. “Quem mora ao lado de uma grande plantação ou de uma horta que usa muito agrotóxico está respirando aquele tipo de agrotóxico”, pontua Wanderlei Pignati. Foi o que ocorreu em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Em 2006, um avião monomotor despejou, de forma irregular, um herbicida dessecante para apressar a colheita da soja. A substancia foi lançada sobre áreas residenciais da cidade, e o resultado foi a destruição de canteiros de plantas medicinais, hortaliças e um surto de intoxicações. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pela ação. O município mato-grossense é um dos maiores produtores de grãos do Estado. Em 2010, foram produzidos cerca de 420 mil hectares entre soja, milho e algodão, com a utilização de 5,1 milhões de litros de agrotóxicos nessas lavouras. E os agrotóxicos continuam gerando impactos contra a população e o meio ambiente em Lucas do Rio Verde. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) revelou que o leite materno de mulheres da cidade está contaminado. Segundo o estudo, foi encontrado pelo menos um tipo de agrotóxico em todas as amostras coletadas. Em algumas amostras havia até seis produtos diferentes. “Isso mostra que a contaminação está disseminada. E ainda são poucos estudos. Se esses poucos estudos estão indicando isso, pode ser o que a gente chama de a ponta de um iceberg”, adverte Carneiro. O mito do uso seguro Os especialistas alertam para os diversos males causados pelos agrotóxicos, mas chamam atenção, sobretudo, para as intoxicações a longo prazo. Os efeitos dos agrotóxicos, explica a médica sanitarista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz Lia Giraldo, dividem-se basicamente em intoxicações agudas e crônicas. As primeiras ocorrem quando a pessoa, ao ser diretamente exposta a produtos químicos, apresenta sintomas mais imediatos como tontura, náusea, dor de barriga e diarreia. Já a intoxicação crônica se dá quando a pessoa é exposta a doses pequenas, porém cotidianas, tanto no manuseio como no consumo de alimentos contaminados. De acordo com Lia, é essa exposição gradual a responsável pelos problemas mais sérios. “Para efeitos agudos a gente pode até ter uma dose de segurança, mas a exposição a baixas concentrações e a múltiplos agrotóxicos vai trazer, em longo prazo, câncer, doenças endócrinas e do sistema nervoso”, explica. Lia enfatiza que as intoxicações agudas até podem ser evitadas pelo uso correto de equipamentos de segurança por parte de quem lida com os agrotóxicos. Nesse sentido, garante, não se pode falar em uso seguro de agrotóxicos. “Enquanto as pessoas acreditarem em uso seguro de agrotóxicos, podem prevenir uma intoxicação aguda, mas não podem se prevenir da intoxicação crônica”, destaca. Cuidados Para se proteger, os especialistas recomendam à população procurar feiras agroecológicas ou mesmo fazer pequenas hortas caseiras para consumir itens sem agrotóxicos. “Se lavar o produto, só limpa de contaminação orgânica, não tira o agrotóxico. Descascar também não, porque ele entra pela raiz, está dentro [do alimento]”, alerta Lia. Além disso, para Carneiro, a população precisa se organizar em todos os níveis para lutar contra o uso de agrotóxicos e construir alternativas. “Tem que lutar contra esse modelo, aderir à Campanha Nacional contra os Agrotóxicos, criar seu comitê local na comunidade, isso é fundamental. É nessa perspectiva que a gente tem chances de mudar as coisas”, assegura. FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/9809
 VIA: http://pedlowski.blogspot.com.br/

Perdão, governadora, mas a campanha continua #pelarevogaçãodaleidasos


http://blogdobarbosa.jor.br/?p=62088 Por Carlos A. Barbosa Posso parecer um chato, mas estou exercendo a minha cidadania quando cobro a revogação dessa esdrúxula Lei das OS´s (Organizações Sociais) que só faz lapidar os cofres públicos. Talvez seja o único jornalista a levantar a voz sobre o assunto, mas tenho certeza que, se não todo o Rio Grande do Norte, mas grande parte da sociedade levanta-se contra esse abuso de poder que foi a elaboração de uma Lei para beneficiar os "amigos do rei". Sim, porque se a Lei das OS´s autoriza o governo a contratar, sem licitação, entidades "qualificadas" como Organizações Sociais, a exemplo da MARCA, envolvida no escândalo da Operação Assepsia, para administrar o Hospital da Mulher, em Mossoró, tudo leva a crer que alguém tá saindo ganhando aí, e não é o cidadão que paga seus impostos em dia, certamente. Posso até está equivocado, mas desconfio que isso tem a digital do procurador do município Alexandre Magno – que encontra-se detido, por sinal – , pois que como constatou o Ministério Público Estadual, ele atuou não só na Secretaria Municipal de Saúde de Natal, mas como também na Secretaria Estadual de Saúde. Coincidência: O modus operandi tanto numa como na outra foi o mesmo. Daí governadora, não poder se acreditar que uma Lei como essa, que dispensa de licitação empresas ditas como Organizações Sociais "sem fins lucrativos", não vá provocar, ou melhor, continuar a provocar, vícios maléficos ao erário público. Agora, legalizados! Como bem disse certa vez o grande Mino Carta, "jornalista deve exercer a vigilância sobre o Poder". É o que tento fazer quando desconfio que a Lei das OS´s só vai beneficiar os "amigos do rei". O pior é que tanto o MP como a OAB calam-se diante de uma Lei tão distorcida do ponto de vista da transparência. Sim, por que se o governo vai poder contratar sem licitação, como aferir essa transparência? Volto ao exemplo da MARCA. Alô Ministério Público, alô Ordem dos Advogados do Brasil, atentai-vos para as observações que faço. A conferir!
VIA: http://www.blogdodanieldantas.com.br/2012/07/perdao-governadora-mas-campanha.html

Justiça


Número de ações sobre erro médico no STJ cresce 17 vezes em 7 anos. Até o fim de outubro já havia 360 processos, a maioria questionando responsabilidade civil dos profissionais Em sete anos, os processos judiciais por erros médicos que chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) aumentaram nada menos do que 17 vezes. Em 2001, eram 23 processos. Até o fim de outubro deste ano, já somavam 360 - a maioria questionando a responsabilidade civil dos profissionais. O entendimento do STJ nesses casos tem sido empregar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e em muitas das vezes inverter o ônus da prova. Ou seja, o médico denunciado fica obrigado a apresentar as provas de que não cometeu nenhuma irregularidade. "Normalmente entramos com a ação contra o profissional e contra o hospital ou plano de saúde", diz Diego Augusto Silva e Oliveira, advogado do Giancoli Oliveira e Chamlian Advogados Associados. Quando a decisão é favorável ao paciente, três tipos de indenizações são deferidas: por danos materiais, para ressarcir o paciente das despesas com o tratamento inadequado e por eventuais perdas, como dias não trabalhados. A responsabilidade do médico, ao contrário do que ocorre no restante das leis de defesa do consumidor, continua sendo subjetiva. Ou seja, a condenação depende da prova da culpa do médico. Segundo o diretor jurídico e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Desiré Callegari, isso pode ser anulado caso exista a comprovação de propaganda irregular dos serviços do profissional e convencimento do médico para a realização da cirurgia. "Muitos juízes entendem que mesmo que tenha o termo de consentimento assinado pelo paciente de nada adianta se ficar provado que houve o convencimento do médico", afirma. Para o ex-presidente do Cremesp, a relação do médico com o paciente precisa ser necessariamente uma relação de meio. O profissional não deve nunca anunciar ou prometer resultados objetivos, pois nenhuma intervenção cirúrgica é isenta de erros e problemas. "O conselho defende que a atuação do médico seja sempre um contrato de meio, para salvar ou melhorar a vida de alguém, mas nunca com a promessa de garantia de resultado", diz. Os dados referentes a denúncias contra médicos no Cremesp chamam a atenção. Entre 2000 e 2006, o número de reclamações cresceu 75%. No mesmo período, os casos que depois de serem analisados pelo conselho se transformaram em processo éticos movidos pelo órgão aumentaram 120%. Muitos desses casos extrapolaram a esfera de atuação do conselho e foram parar na Justiça. Um estudo do Cremesp aponta que, entre 2000 e 2004, 65% das ações contra erros médicos no judiciário paulista tiveram decisões desfavoráveis aos pacientes. Nos processos éticos do conselho, esse índice cai para 50%. "Já havíamos notado essa tendência de judicialização dos casos e os motivos principais são a maior conscientização sobre o que é cidadania e a proliferação de escolas médicas de má qualidade", diz Callegari. CIRURGIA PLÁSTICA No escritório de Oliveira, a maior parte dos casos de erros médicos está relacionada a falhas cometidas em procedimentos de cirurgia plástica. No Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), as denúncias contra a especialidade ficam atrás apenas das denúncias contra ginecologistas e obstetras. Um dado, no entanto, do próprio conselho indica que 97% dos processos éticos movidos no órgão por maus resultados em cirurgias plásticas são contra médicos de outras especialidades. A legislação vigente, de 1957, permite ao médico o exercício de qualquer especialidade, mesmo que não tenha o título de especialista. Para muitos, essa é uma das causas dos erros cometidos pelos profissionais. "Em busca de espaço no mercado de trabalho, muitos profissionais acabam indo para áreas como a medicina estética, o que contribui para aumentar os casos de denúncias", diz Callegari. FONTE: CONTER http://www.conter.gov.br
 VIA: http://radiologiarj.blogspot.com.br/2012/06/justica.html

Desarquivando o Brasil XXIII: Wilson Silva, Ana Rosa Kucinski e o negacionismo


Este blogue, opalcoeomundo.blogspot.com, participa da Quarta Blogagem Coletiva do #desarquivandoBR, organizada pela jornalista Niara de Oliveira. Vi que o jurista e professor Murilo Duarte Costa Corrêa também aderiu. Já escrevi sobre o problema do negacionismo no tocante à ditadura militar (que começa em não a considerar uma "ditadura", e sim um simples "regime", ou, quem sabe, para os que seguem Miguel Reale, uma "democracia social"...). Esse negacionismo perpassa os três Poderes e a sociedade civil. Preciso escrever muito mais ainda, em nome do direito à memória e à verdade. Nesta nota, vou-me limitar a lembrar da morte do casal Wilson Silva e Ana Rosa Kucinski Silva (irmã de Bernardo Kucinski), ambos militantes da Aliança Libertadora Nacional (ALN), desaparecidos em 22 de abril de 1974, quando iriam almoçar juntos perto da Praça da República em São Paulo. Aconselho a ler sobre o caso no livro Direito à verdade e à memória, disponível gratuitamente na internet e organizado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. A morte do casal é contada a partir da página 380. Provavelmente, foram mortos em Petrópolis e esquartejados, segundo contou o ex-sargento Marival Dias Chaves de Castro à revista Veja de 18 de novembro de 1992.
No documento ao lado, temos uma Informação do Ministério do Exército que descobri no Arquivo Público do Estado de São Paulo, pode-se ler como o governo procurava negar esses assassinatos. Tendo constatado que o Voz Operária, do PCB, havia denunciado o caso, entre outros, o Ministério do Exército difundiu na comunidade de informações que denúncias que tais bem podiam ser uma estratégia da subversão. Segundo a fantasia oficial, os desaparecidos estariam simplesmente escondendo-se em outras paragens: Este fato vem mostrar que há subversivos cujos desaparecimentos são imputados aos Órgãos de Segurança, os quais permanecem vivos, na clandestinidade. Pode-se supor que seja um despistamento para motivar o registro do desaparecimento e assim diminuir ou cessar a busca dos citados. Sugere-se ao CIE, que difunda aos demais Órgãos de Informações que as constantes acusações de desaparecimento de pessoas, pode bem ser encarado como manobra do inimigo, visando não só a diminuição das buscas como também a acusação aos Órgãos de Segurança como responsáveis pelos "desaparecimentos" de pessoas procuradas. Os erros de concordância e de pontuação estão no original. CIE era o Centro de Informações do Exército, que compunha o sistema de informaçoes. O deboche é impressionante. A Informação é um exemplo de como é necessário ler criticamente todos os documentos históricos - eles tentam docuemntar uma versão, neste caso, a versão que interessava à propaganda de que não havia tortura nem execuções extrajudiciais no Brasil. Lembro que o governo brasileiro negou à OEA, durante o governo de Geisel, que tivesse alguma responsabilidade no desaparecimento do casal. Os ingênuos não pensem que é somente desde Dilma Rousseff e Belo Monte que o governo brasileiro viola e mente para o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. O atual governo federal apenas dá continuidade a essa tradição... Para terminar, sugiro que leiam a homenagem a Ana Rosa Kucinski na página da Associação Atlética Acadêmica que leva seu nome, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, onde ela estudou.
MODIFICADO DE: http://opalcoeomundo.blogspot.com/2011/12/desarquivando-o-brasil-xxiii-wilson.html

domingo, 8 de julho de 2012

Assembléia referenda grande ato unificado da saúde estadual e Fesp na Alerj, dia 2/08


“Sabemos que o PCCS da saúde estadual é legal e nunca teve qualquer problema de inconstitucionalidade. O governo segue atacando nossos direitos, mas temos que resistir e avançar na nossa organização porque só denunciar não adianta muito”, completou a servidora Mariléa Ormond, que lidera a luta em defesa do IASERJ. Servidores da saúde estadual e FESP aprovam calendário de lutas na assembléia dessa quinta-feira A presença maciça no ato público do próximo dia 2 de agosto, às 13h, em frente à Alerj (Assembléia Legislativa) foi o principal indicativo de mobilização aprovado na assembléia unificada da saúde estadual e dos trabalhadores da FESP (Fundação Escola de Serviço Público), que lotou o auditório do Sindsprv/RJ na tarde dessa quinta-feira 28. Com presença dos deputados estaduais Janira Rocha (PSOL-RJ) e Paulo Ramos (PDT-RJ), a assembléia também definiu a pauta geral de reivindicações na saúde estadual e FESP, que inclui reajuste emergencial de 100% da remuneração, com incorporação de todas as gratificações [GEELED e PCA]; implementação do PCCS; regularização funcional dos trabalhadores da FESP; concurso público; condições dignas de trabalho; auxilio-transporte, auxílio-família, adicional-norturno e vale-refeição para todos; pagamento dos 20% do ato de investidura dos que ainda não receberam; paridade entre servidores do antigo IPERJ no RioPrevidência; repúdio à privatização da saúde (contra fundações e ‘organizações sociais’); defesa do IASERJ e reabertura imediata do Hospital Pedro II. Outros indicativos aprovados na assembléia são relacionados à atuação dos servidores e seus sindicatos junto à Alerj, com realização de audiências públicas sobre temas como a situação do PCCS, o sucateamento das unidades de saúde na zona oeste, a ameaça de nova pandemia de dengue e a regulamentação funcional na FESP. A deputada Janira Rocha informou já ter solicitado, ao presidente da Alerj, Paulo Melo, intermediação para que o governo do Estado recebe os servidores da saúde em audiência, para discutir a pauta aprovada na assembléia. Uma das possibilidades é de que a audiência aconteça no dia 3/08, com o secretário de planejamento, Sergio Ruy. A partir do dia 3 de agosto, os servidores farão assembléias nos locais de trabalho, culminando com nova assembléia geral da saúde estadual no dia 15/08, às 14h, no Sindsprev/RJ. Iniciativas na Alerj em defesa dos servidores Janira explicou que uma das iniciativas legislativas será a propositura de emenda constitucional prevendo a regulamentação funcional na FESP. “Nossa proposta é fazer com que a Alerj, de alguma forma, participe das movimentações dos servidores, dentro e fora da saúde estadual. Mas não podemos ter ilusões quanto aos limites que nos são impostos, e que só serão superados com a mobilização unificada do funcionalismo. Na Alerj a maioria esmagadora dos deputados vota com Sergio Cabral. A Justiça também não está do nosso lado e só julga alguma coisa a nosso favor quando existe luta social, contradição na sociedade que precisa ser resolvida. É importante sabermos que nossos direitos não serão conquistados com mágica. Cada hospital tem que se mobilizar junto com sua população assistida, mostrando que estão indignados com essa situação na qual o governo e empresas privadas vivem massacrando nosso povo”, afirmou Janira. O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) também manifestou seu apoio à luta unificada dos servidores. “Hoje temos duas situações. Os concursados pela FESP recebem, do governo estadual, um tratamento pior que aquele destinado aos celetistas. E temos os estatutários, que nunca tiveram seu PCCS respeitado. Por isso é tão importante e lógico que vocês façam uma luta conjunta. É preciso aproveitar a situação atual e pressionar o governo Cabral Filho, que está com altos percentuais de rejeição na população carioca devido a suas mentiras”, afirmou. A assembléia foi prestigiada pela coordenadora do Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), Vera Nepomuceno, que manifestou total solidariedade à luta dos trabalhadores da saúde. “O mesmo desrespeito que vocês vêm sofrendo por parte do governo Cabral é o que também sofremos todos os dias, e por isso estamos em greve desde o dia 7 de junho. No dia 2 de agosto, estaremos com vocês nas escadarias da Alerj e, no dia seguinte (3/08), faremos uma manifestação unificada com os bombeiros, também na Alerj. Sómente com lutas e mobilização é que conquistaremos os nossos direitos”, disse, após ser muito aplaudida. Cabral quer retirar 10 estatutários dos hospitais Servidor do Hospital Pedro II e dirigente do Sindsprev/RJ, Gilberto Custodio de Mesquita sintetizou o clima da assembléia. “Cada um de nós tem que se jogar de corpo e alma nessa mobilização, chamando os colegas a estarem presentes na Alerj, no próximo dia 2. Em março de 2012, Cabral quer retirar 10 mil servidores estatutários das unidades de saúde, mas, se isto acontecer, os 40 mil servidores da saúde vão parar. Nosso salário é o mais baixo de todo o funcionalismo e não podemos mais continuar assim. Vamos mostrar a onda branca da saúde, até a vitória”, afirmou. “Sabemos que o PCCS da saúde estadual é legal e nunca teve qualquer problema de inconstitucionalidade. O governo segue atacando nossos direitos, mas temos que resistir e avançar na nossa organização porque só denunciar não adianta muito”, completou a servidora Mariléa Ormond, que lidera a luta em defesa do IASERJ. Reforma de Cabral quer entregar hospitais a fundações Lotada no gabinete de Janira Rocha, a advogada Rossana Bossi apresentou uma avaliação geral do que, em sua opinião, ocorre atualmente no Estado do Rio quanto aos planos do governo Cabral. “Todos os dias vemos o governo, através da Secretaria Estadual de Saúde, sorrateiramente redistribuindo servidores, modificando setores nos hospitais, gerando grande confusão entre trabalhadores e usuários. Na verdade, essas medidas são parte de uma reforma administrativa que visa preparar a rede hospitalar para a entrada das fundações estatais de direito privado. Todos os serviços ambulatoriais e de atenção primária estão por isso ameaçados de fechamento e transferência ao município do Rio. A situação é muito grave, e precisamos barrar esse projeto”, disse. “Esta assembléia lotada é um marco na mobilização dos servidores da saúde, que precisam atuar em aliança com a população. É um passo muito importante para todos nós”, avaliou a servidora da saúde Cristiane Gerardo. No dia 2, a saúde vai mostrar que luta pelos seus direitos. A onda branca da saúde vai tomar as escadarias da Alerj e pressionar pelo atendimento de sua pauta, que é urgente”, explicou a diretora do Sindsprev/RJ Denise Nascimento. As deliberações aprovadas na assembléia dessa quinta-feira estimulam a busca de mobilizações unificadas com outras categorias do funcionalismo estadual, que serão convidadas a comparecer à próxima assembléia geral do dia 15/08. SINDSPREV VIA: http://marileaormond.blogspot.com.br/2011/07/assembleia-referenda-grande-ato.html

Total de visualizações de página

FACEBOOK