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quinta-feira, 26 de julho de 2012

'Terceirização e rotatividade precisam ser enfrentadas', diz professor da Unicamp


"O Brasil mudou, mas ainda convive com problemas estruturais que precisamos enfrentar." O economista Anselmo Luis dos Santos, professor doutor da Unicamp, traçou um quadro geral sobre a evolução do mercado de trabalho no Brasil, na última década, em sua apresentação no painel sobre emprego, que ocorreu neste primeiro dia da Conferência Nacional dos Bancários, em Curitiba. Baseado em dados como os da Rais e do IBGE, o economista traçou um quadro geral sobre a evolução do mercado de trabalho no Brasil, na última década, e apontou melhora significativa do emprego. Mas ressaltou que o ano de 2003 - ainda sofrendo as consequências do último mandato de Fernando Henrique Cardoso (1998-2002) - foi um dos piores momentos da economia e do mercado de trabalho. Segundo ele, em 2003 o PIB cresceu pouco mais de 1%, mas houve melhora expressiva em seguida, com índices de crescimento de 3,5% a 4% do PIB durante o primeiro mandato de Lula (2003-2006). "E o país passa a crescer, desfazendo mitos dos economistas neoliberais e da mídia, de que o crescimento não geraria mais emprego. E nós da Unicamp, que sempre fizemos questão de ter uma posição crítica, acreditávamos que a ausência de crescimento da era FHC era um dos principais determinantes da fragilidade do mercado de trabalho." Ele destacou que, nesse período de oito anos, que corresponde aos dois mandatos de Lula, houve crescimento de empregos formais e uma redução do trabalho precário. Além disso, o desemprego caiu de forma expressiva. Demografia Outro aspecto destacado pelo economista é a mudança demográfica por que passa o país. De acordo com ele, o Brasil chegou a uma taxa de natalidade mais próxima dos padrões dos países desenvolvidos; a oferta de trabalho no meio urbano tem diminuído rapidamente; a população está cada vez mais velha; e o número de jovens entre 18 e 24 anos no mercado de trabalho - que no país ainda é a maior da América Latina - vem caindo consideravelmente. "Houve redução no número de crianças, adolescentes e jovens no mercado de trabalho porque boa parte está nas escolas, nas instituições de ensino técnico, nas universidades, com o Pró-Uni. Isso é bom pro Brasil do ponto de vista da educação, da estrutura social e do mercado de trabalho, porque diminui a concorrência." E acrescentou: ao mesmo tempo, o emprego cresce na faixa etária de 25 a 49 anos. E entre a população com 50 anos ou mais, que aumenta na medida em que o país envelhece, a taxa de desemprego está em apenas cerca de 2%. Anselmo apontou ainda que, nesse contexto, a pressão por emprego diminuiu. "O número absoluto de pessoas que entram no mercado de trabalho é bem menor do que antes, portanto, a pressão por emprego é menor e o desenvolvimento econômico foi maior." Essa equação, segundo ele, é fundamental para entender porque o Brasil, apesar de ter apresentado nos dois últimos anos um aumento menor do PIB do que países como a Argentina e a China, teve, por outro lado, uma das melhores taxas de emprego e um dos menores índices de desemprego. "Hoje o momento é outro. Em 2011 o PIB cresceu apenas 2,7% e este ano deve ficar em 2%. Enfrentamos uma situação diferente daquela que levou à melhoria do mercado de trabalho nos governos Lula", ressaltou, acrescentando que é necessário que o país volte a crescer a índices de 4% para valorizar ainda mais o salário mínimo - um dos menores da América Latina. "O salário mínimo no Brasil, apesar da política de valorização, ainda é muito baixo. Na Argentina, o mínimo tem poder aquisitivo três vezes maior do que o nosso." Apesar do quadro positivo, o economista lembrou que o Brasil convive com problemas estruturais herdados das décadas anteriores. Além do mínimo ainda baixo, Anselmo destacou a precariedade do mercado de trabalho. "Somos 15 milhões de trabalhadores sem carteira, o que é uma vergonha. E não conseguimos superar os problemas da rotatividade e da terceirização, que atingem principalmente setores como o bancário", concluiu. Rede de Comunicação dos Bancários Andréa Ponte Souza
FONTE: http://www.bancariosdf.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=9753:terceirizacao-e-rotatividade-precisam-ser-enfrentadas-diz-professor-da-unicamp&catid=146:campanha-nacional-2012&Itemid=165

domingo, 22 de julho de 2012

Operação Assepsia: O mimetismo de Rosalba Ciarlini (DEM)


quinta-feira, 5 de julho de 2012
 De ontem para hoje, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) realizou um verdadeiro périplo. O motivo do périplo foi o decreto de emergência sobre a saúde pública do estado. Mas não é nada disso. No entanto, continuo achando que decreto de emergência é mecanismo para que se desvie dinheiro mais rápido. Foi isso que pensei ao ouvir a entrevista de Rosalba ao Jornal 96 pela manhã - a única que ouvi. Essa emergência na saúde do estado tem tantos pontos em comum com a emergência do município do ano passado. A emergência em Natal para contratar o ITCI foi feita "no limite" para que a verba federal não fosse perdida e foi denunciada na Operação Assepsia. Rosalba Ciarlini confirmou ao Jornal 96, que a emergência possibilita a liberação rápida (e emergencial) de verba federal que não poderia ser usada após dia 7 devido ao processo das eleições municipais desse ano. Esse dinheiro não estava disponível de hoje. Mas se criou o decreto de emergência no limite do prazo para uso do dinheiro. Natal fez isso e isso redundou na Operação Assepsia. Rosalba acabou de confirmar que segue o mesmo caminho de Micarla. Na entrevista a Diogenes Dantas, Rosalba falou algumas coisas que chamaram atenção. A governadora disse que faltam pediatras na rede pública do estado. De imediato pensei em propor-lhe que deixe o governo - para o que tem demonstrado não ter a mínima vocação - e assuma a função de pediatra em um dos hospitais do estado. Outra coisa que se destaca, na fala da governadora, é o fato de que, mesmo defendendo o contrato com a Associação Marca pelo Hospital da Mulher, ela se tornou mais uma pessoa envolvida na questão de relacionamento com OS que admite que a Marca é uma empresa e não uma organização sem fins lucrativos: Rosalba disse que foi necessária a "contratação de uma 'empresa' para gerir o hospital". E sobre esse contrato, disse a governadora que "o que foi feito, foi feito", mas o defende a partir da qualidade do atendimento e satisfação dos usuários - exatamente o mesmo discurso que usava Micarla de Sousa para defender a contratação de OSs para as UPAs e as AMEa. Até no discurso elas se copiam. Anotem este dia: 5 de julho de 2012 marca a conclusão do processo de micarlização de Rosalba Ciarlini.
 FONTE: http://www.blogdodanieldantas.com.br/2012/07/operacao-assepsia-o-mimetismo-de.html

Condenação de militares reacende escândalo dos falsos positivos


“Eu sei que a minha luta acaba de começar. Não brigo apenas pelo caso do meu filho, Fair Leonardo Porras, nem somente pelos jovens de Soacha que foram assassinados. Eu luto por todas aquelas famílias que passaram pelo mesmo que eu em toda a Colômbia”. Essas foram as palavras de Luz Marina Bernal ao comentar a condenação dos seis militares colombianos responsáveis pela morte de seu filho. A sentença foi mais um capítulo do caso de maior repercussão do escândalo dos "Falsos Positivos", nome dado a uma série de assassinatos cometidos por militares na Colômbia. Segundo a estimativa das associações de vítimas, o total pode chegar a 3,5 mil pessoas. A causa para as matenças é assustadora. Durante os anos da Presidência de Álvaro Uribe, o exército sofria pressão para apresentar resultados positivos na guerra contra as guerrilhas. Neste caso específico, os resultados positivos podem ser entendidos como inimigos mortos em combate. A forma encontrada para lidar com essa pressão foi a criação de uma série de estruturas criminais que recrutavam jovens marginalizados, oferecendo-lhes trabalho em outras regiões do país. Uma vez convencidos a viajar, os jovens eram entregues ao exército, que simulava um combate, assassinava-os e apresentava seus corpos como inimigos abatidos em combate. Para Luz Marina, seu filho podia ser considerado uma criança em um corpo de adulto. “Ele era um jovem de 26 anos e de educação especial. Por causa de uma doença ele tinha a mente de um menino de oito anos e não sabia tomar suas próprias decisões”, explica. Segundo ela, esse é o motivo pelo qual ele foi enganado tão facilmente. O rapaz foi levado sem resistência até a cidade de Ocaña, onde foi assassinado pelo exército. A sentença, declarada em 11 de junho, é importante para todos os processos de Falsos Positivos que ainda não foram julgados no país. Os seis militares foram considerados culpados pela desaparição forçada e pelo homicídio do filho de Luz Marina, enquanto os oficiais receberam penas superiores a 50 anos e os subalternos a 30 anos. Luz Marina afirma que seu papel como mão é garantir que “esses assassinos paguem pelo resto de suas vidas pelo dano que causaram" a uma família. "Eles mataram nossos filhos e nos deixaram mortas, ainda em vida, e o que vamos fazer enquanto vivermos será apoiar outras mães que sofreram o mesmo”. O desaparecimento de Fair Leonardo e o desfecho trágico do jovem motivaram sua irmã a escrever um poema de protesto, que foi transformado em uma canção de hip hop popular em Soacha. As Mães de Soacha A colombiana é fundadora de uma organização conhecida como As Mães de Soacha, nome da cidade ao sul de Bogotá da qual provem o grupo mais famoso de jovens desaparecidos. Logo após o sumiço do grupo, eles foram encontrados em covas comunn, enterrados sem identificação. Foi graças às denúncias deste grupo de mães, que são constantemente ameaçadas, que o país conheceu este crime hediondo. Elas contaram ao Opera Mundi que seguirão “lutando para poder alcançar os altos mandos militares e as cabeças que deram estas ordens de assassinar tanta gente inocente neste país”. Os militares condenados no caso de Fair Leonardo foram absolvidos da acusação de conspiração, equivalente ao crime de formação de quadrilha. Ou seja, as condenações foram dadas por crimes isolados e não foi reconhecida uma atividade coordenada criminosa que organizava todo este fenômeno dos Falsos Positivos, registrados em todo o país. Apenas no caso de Soacha são mais de 50 os militares investigados e o caso de Fair Leonardo é o primeiro que leva a uma condenação. Em toda a Colômbia, há mais de 1,5 mil militares respondendo a processos por casos de Falso Positivo, mas até o momento não ocorreram investigações contra as altas patentes militares. Confissões militares Vários militares já confessaram participações nestes crimes, como demonstra o depoimento dado pelo major reformado do exército Juan Carlos Rodríguez no começo de junho. O relato do militar, conhecido pelo apelido de "Zeus", explica como os Falsos Positivos eram uma prática comum e que respondiam a uma cadeia de comando, consciente do que ocorria. Segundo Rodríguez, “a prática mais comum era quando alguém reportava pelo rádio: ‘meu general, tenho duas baixas e três capturados’. E a resposta era: ‘agora mesmo vou enviar o helicóptero com os funcionários do CTI (Corpo Técnico de Investigação) para que façam o levantamento das cinco baixas’. Era claro que havia uma ordem que os três capturados deveriam ser assassinados”. O militar reformado também culpa diretamente o então chefe do exército colombiano. "O general Mario Montoya era um dos que promulgavam isso. E ele sabe que eu conheço muitos pecados dele, mas eu preciso assegurar a minha segurança. Assim como ele, existem muitos. Primeiro, nos pediram garrafas de sangue e terminamos por encher caminhões tanque. Se você era um militar que não tinha mortos, estava fora do esquema. Os capturados não tinham valor". Fonte: Opera Mundi
VIA: http://cebrapaz.org.br/site/todas-as-noticias/848-condenacao-de-militares-reacende-escandalo-dos-falsos-positivos.html

Câncer: pesquisa inédita pode facilitar tratamento


Pesquisadores do Hospital A.C.Camargo iniciaram uma pesquisa, com apoio da FAPESP, para detecção de células tumorais (CTCs) em pacientes com câncer. Por meio da contagem de CTCs – que exercem um importante papel na disseminação do câncer – no sangue de pacientes atendidos na instituição hospitalar, os pesquisadores pretendem desenvolver um marcador sanguíneo que indique, antes de iniciar o tratamento, a resposta positiva às terapias, de modo a evitar medidas terapêuticas e exames desnecessários. Segundo o A.C.Camargo, a meta é realizar ao longo dos próximos dois anos a contagem das CTCs de 230 pacientes atendidos no Ambulatório de Oncologia Clínica do hospital, sendo 100 com diagnóstico de câncer colorretal, 100 com câncer de pulmão e outros 30 com câncer de pâncreas. Participarão do estudo pacientes com idade a partir de 18 anos com doença localmente avançada ou doença metastática confirmada por análise patológica e/ou radiológica e também pacientes que iniciarão quimioterapia de primeira linha para doença metastática e com extensão da doença determinada por exame físico e por imagem. Não serão incluídos na pesquisa pacientes com histórico prévio de outro câncer nos últimos dois anos. Em caráter prospectivo, o estudo será realizado por meio de coleta de sangue (plasma) de pacientes com tumores sólidos metastáticos ou localmente avançados, tendo como controle negativo o sangue de indivíduos sadios e como controle positivo amostras de sangue com células tumorais de cólon mantidas em cultura. O sangue dos pacientes será coletado em três tempos, sendo o primeiro antes do início do tratamento sistêmico (quimioterapia, terapêutica hormonal, terapias-alvo, dentre outras), a segunda etapa três a quatro semanas após o início do tratamento e a terceira se repetindo a cada 9 ou 12 semanas, dependendo do tratamento. Inédita no Brasil, a análise dos níveis de células tumorais circulantes teve seus primeiros relatos feitos ao longo dos últimos anos por pesquisadores norte-americanos e europeus. Acredita-se que a disseminação do câncer necessita da presença de CTCs. “Quanto mais células tumorais circulantes no sangue, pior é o prognóstico”, disse Marcello Fanelli, diretor de Oncologia do Hospital A. C. Camargo e um dos pesquisadores participantes do estudo. A pesquisa será coordenada por Fernando Augusto Soares, patologista, diretor de Anatomia Patológica do A.C.Camargo e coordenador do Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, e contará com a participação, além de Fanelli, da pesquisadora Ludmilla Domingos Chinen. Mais informações: www.accamargo.org.br. Fonte: Agência Fapesp
VIA: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=188283&id_secao=

Exclusivo no Maranhão: Alcântara e a sabotagem americana


Wikileaks: Revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC e morte de um Brasileiro Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida. O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão. Veto imperial O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil. “Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama. Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”. Guinada na política externa O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio. Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles. Bomba! Bomba! O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves. A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”. Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo. Desarmamento unilateral A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial. Intervencionismo crescente O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável. São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks. NOTA Abaixo segue uma nota comentada pelo amigo Vladimir G. que também é muito interessante tratando se de possíveis sabotagens EUAxBrasil: Em setembro de 2006, esse acidente se tornou a maior tragédia da história da aviação no Brasil, com 154 mortos. Aparentemente, uma colisão entre a ponta da asa de um jatinho Embraer com a fuselagem do 737 da Gol causou a queda do avião maior. Além de todas as notícias especulando as causas do acidente, a procura por corpos e destroços na floresta, os erros dos pilotos, as falhas dos radares... circulou na época um e-mail muito curioso, pra dizer o mínimo... O autor do texto falava sobre uma equipe de cientistas brasileiros a bordo do avião. Segundo o texto, esses cientistas realizavam pesquisas sobre o uso de microorganismos em baterias elétricas, uma tecnologia revolucionária que permitiria a produção de baterias mais eficientes que as modernas baterias de lítio usadas em notebooks e celulares. Essa bateria de vírus seria mais potente, produzindo mais energia, em uma bateria menor e mais leve que as de lítio. Existem outras pesquisas sobre esse tipo de bateria, especialmente nos Estados Unidos, onde há um grande projeto sobre essas baterias. Porém, segundo o texto, o projeto brasileiro era ainda mais avançado e superava o americano. Infelizmente, a equipe de cientistas que trabalhava nesse projeto morreu no acidente. Por Marco Antonio L. Do Opensante.
 VIA: http://erisantoscastro.blogspot.com.br/2012/07/exclusivo-no-maranhao-alcantara-e.html

domingo, 15 de julho de 2012

MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA A DEMOLIÇÃO DO IASERJ


Os médicos reunidos em assembleia convocada pelo CREMERJ, SINMED e outras entidades representativas da categoria, no último dia 19/06/2012 no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, após tomarem ciência dos fatos recentes envolvendo o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ), vêm a público manifestar seu repúdio aos médicos Sérgio Côrtes (Secretário Estadual de Saúde), Luiz Antonio Santini (Diretor do INCA), Jorge Ronaldo Moll (ex Presidente interino do IASERJ), Alexandre Padilha e José Gomes Temporão (atual e ex Ministros da Saúde), autoridades estas envolvidas na idealização e execução do processo de cessão dos prédios do Hospital Central do IASERJ para sua demolição e construção de um Centro de Pesquisas do INCA. Tal repúdio se deve por entenderem os médicos do Rio de Janeiro que este ato é irresponsável com a saúde pública, pois não faltam áreas disponíveis da União para a construção do Centro de Pesquisas do INCA e é insano querer destruir um Hospital, ignorando-se o fato científico elementar de que o melhor tratamento para o câncer é sua prevenção, e o fechamento de hospitais e ambulatórios só faz retardar o diagnóstico e tratamento precoces. O Hospital Central do IASERJ, com cerca de 34.000 metros quadrados de área construída, está em funcionamento, produzindo mensalmente, em média, 8.000 consultas médicas / procedimentos ambulatoriais, 1.000 atendimentos odontológicos, 1.300 atendimentos de fisioterapia, 1.500 exames de imagem (RX, Ultrassonografia e Tomografia Computadorizada), 30.000 exames laboratoriais, 1.500 atendimentos no SPA / Emergência, 70 internações (SPA, CTI adultos e Clínica Médica) e ainda aloja enfermarias, ambulatório e emergência do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião (IEISS), igualmente em fase de extinção. O Hospital Central do IASERJ, que está com seu Pavilhão Cirúrgico desativado desde 2007, tem um potencial para aproximadamente 400 leitos que poderiam ser distribuídos entre leitos clínicos de retaguarda para as emergências públicas, leitos para CTI, leitos para cirurgias de média complexidade e ainda leitos de infectologia, possibilitando a coexistência do IASERJ e do IEISS no mesmo espaço, mantendo assim os atendimentos de qualidade e a formação de profissionais que sempre marcaram a história destes dois Institutos. Cabe ressaltar que o IASERJ é referência médica natural para o atendimento a cerca de 1.800.000 pessoas (entre servidores públicos estaduais e seus dependes), além de aproximadamente 100.000 pacientes do SUS cadastrados no Hospital Central e que fazem uso dos seus serviços. CREMERJ, SINMED, médicos do Rio de Janeiro.
VIA: http://marileaormond.blogspot.com.br/2012/07/mocao-de-repudio-contra-demolicao-do.html

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